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terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Homilia de Padre Cleidimar Moreira - Hoje

Evangelho de Marcos 1, 23-28


Paróquia NS das Vitórias - Goiânia - GO




     Em Cachoeira Paulista - SP. O relógio já marcava quase meia noite. Saía da capela do Santíssimo. Precisava chegar cedo ao alojamento, pois haveria prova na faculdade no outro dia. Dois jovens se aproximaram e pediram que um deles fosse atendido pelo seminarista pois estavam enxergando espécie de monstros nas colinas em vista do horizonte. O seminarista se negou em função do horário já adiantado. Os jovens insistiram. O seminarista novamente se opôs argumentando que havia instruções para que não fossem feitos atendimentos após determinado horário. Novamente, os jovens insistiram e sugeriram que fossem atendidos durante a caminhada até o alojamento onde poderiam acompanhar o seminarista. Enfim este cedeu. E foram conversando sobre os assuntos no caminho até que em um determinado momento, o jovem que havia tido as visões, começou a emitir estranhos barulhos pela boca. Rosnou, e o seminarista se espantou e o repreendeu. O jovem se projeta ao chão e pede que o seminarista olhe para trás para ver os monstros. Ele não o atendeu e o repreendeu novamente. Após alguns instantes, com o jovem ao chão que continuava emitindo sons estranhos, o seminarista tenta o levantar para continuarem o caminho. Após um trecho na retomada da caminhada o jovem novamente se lança ao chão. Com paciência, o seminarista o levanta após alguns instantes e novamente continuam a caminhada. Chegando ao alojamento, após 2 horas e meia, o jovem se recusa a entrar no alojamento para que o seminarista possa o atender ou mesmo, quem sabe, buscar auxílio com os amigos do alojamento. Fica na porta e também não vai embora. Neste momento, a chuva aparece no lugar. Com a água se precipitando continuamente do céu, o seminarista invoca o nome Santo do Senhor Jesus para que liberte o jovem através desta mesma chuva, começa a orar pedindo que tenham piedade do jovem, e o salve. O jovem começa a gritar pedindo que o seminarista pare com a oração e grita novamente: "- Com quem pensa que está lidando?". O seminarista diz que não, e também faz o mesmo questionamento. O jovem (ou o quê falava por meio dele) responde: "Você está falando com o espírito de exú-roqueiro (ou algo parecido). E o seminarista, com autoridade, responde que também está falando com um seminarista de Deus e que deixe o jovem. E todas as orações que O Espírito Santo de Deus o inspirava naquele momento. A visão do seminarista era que o jovem, deitado ao chão e sob a chuva que caía, aparentava derreter com a água e os pingos atingindo seu corpo. A libertação do jovem, inspirada pelo Espírito Santo ao seminarista, havia sido feita.
Após 3 meses, o seminarista encontrou o jovem em um evento religioso no fim  fim de semana naquele mesmo acampamento. A aparência era de outro jovem, limpo, saudável e "vivo".

PALAVRAS MOVEM, TESTEMUNHOS ARRASTAM.

     Nos dias atuais, onde nem sequer a fé é bem vinda em muitos locais, as histórias sobre espíritos malignos e suas manifestações através das pessoas são motivo de chacota, gozação e charlatanismo, embora muitos episódios, infelizmente, são encenados com fins lucrativos e sensacionalistas em muitas igrejas independentes. Também os que falam disso são tachados como pessoas sem instrução e alienadas por doutrinas já ultrapassadas e sem fundamento, pois tudo hoje é explicado pela razão das teorias sobre o cérebro humando. Epilepsia e tal, certo? Pode ser. Na dúvida, pensemos um pouco, oremos, e tenhamos um mínimo de prudência e humildade (raridade hoje em dia) para admitir que, nossa ciência é limitada, e não temos o universo por propriedade. Enfim, um TESTEMUNHO como este é um motivo ainda maior para mudarmos nosso modo de viver e saber que há, sim, muito perigo ao redor. Porém, há ainda maior graça de Deus nos capacitando para afastar todos perigos que nos rodeiam.

Vivamos com fé.
Deus nos abençoe.


Children See, Children Do



Crianças vêem, crianças fazem.


Como nós estamos nos comportando?

Encerrando Ciclos - Fernando Pessoa.

Muito bom texto. Remete a muitos pensamentos bíblicos. como "existe um tempo para cada coisa."
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Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final...
Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.

Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.
Foi despedida do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações? 
Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu....

Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seus amigos, seus filhos, seus irmãos, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado. 

Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco. 
O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar. 

As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora...
Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem. 
Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração... e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.

Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se. 
Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos.

Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais. 

Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do "momento ideal". 
Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará!
Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.

Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.

Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.
Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é. Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és tu próprio, antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és..

E lembra-te:
Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

E tem algum que presta?

http://mauriciostycer.blogosfera.uol.com.br/2010/12/29/para-os-leitores-%E2%80%9Czorra-total%E2%80%9D-foi-o-pior-programa-de-2010/

Saindo do ambiente de minha casa para adentrar outros que tanto amo, percebo os programas de TV aberta que, há muito tempo, não assisto.
"Aff"! Como pode? Quanta falta de conteúdo!!!
Com todo respeito aos meus amados!!



Presenciar reações e absorvê-las.

Não há outra saída. O meio em que se está inserido é assim: repleto de reações mediante a tudo que se faz ou se diz.
Hoje experimentei várias reações na terra natal. Misto de alegria, ironia, humor, preocupações e até mesmo, semblantes que não consegui descrever ou mapear psicologicamente falando. Algo inusitado, forçado a se tornar natural e aceitável. Mas as coisas não são mesmo como esperamos. Ou são, e não as vemos. De fato, é muita complicação para um fato só. Assim, a Palavra do Salvador vai se fazendo realidade em todos os momentos da vida. Qual a melhor forma de absorver os fatos? Naturalmente, eu sei. Mas o natural é FLÁCIDO. Puxa! Como essa palavra, pronunciada pelo filósofo, economista e professor de ética, Sr Jean Bartoli, em um curso que fiz em SP, faz cada vez mais sentido e é aplicado à muita coisa atualmente. O que é natural não é mais tão natural assim. Natural agora é algo que pode ser ACEITÁVEL, caso contrário, não é natural. Há necessidade de uma espécie de capa protetora para que o natural não se torne mais tão ofensivo ou chocante. Enquanto isso vou vivendo, acreditando no Natural verdadeiro, pois é ele que é aceitável pra mim.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

domingo, 7 de novembro de 2010

Deitados.


Deitados vivemos durante os primeiros meses de vida,
deitados descansamos,
deitados recuperamos a saúde,
deitados dormimos e sonhamos,
deitados amamos,
deitados aliviamos as dores do corpo,
deitados nos submetemos a exames médicos,
deitados nos submetemos a cirurgias,
deitados nos recuperamos das cirurgias,
deitados oramos,
deitados choramos,
deitados nos angustiamos a voltar a ficar em pé,
deitados nos surpreendemos,
deitados precisamos ficar mais tempo,
deitados percebemos que não estamos mais tão jovens,
deitados buscamos esperança na alma, pois o corpo está cansado,
deitados abandonamos o consciente,
deitados enxergamos a luz que se aproxima,
deitados entramos no tempo Dele,
deitados não estaremos mais, pois seremos levantados no dia em que Ele voltar.

Eduardo A Bacon.